| Lanterna Verde |
| Seg, 29 de Agosto de 2011 21:10 |
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Filme: Lanterna Verde (Green Lantern, EUA, 2011, 114min) Elenco: Ryan Reynolds, Blake Lively, Mark Strong, Peter Sarsgaard, Tim Hobbins, Temuera Morrison
Direção: Martin Campbell
E m qualquer profissão, para uma pessoa alcançar êxito em seu trabalho, ela deve ter paixão naquilo que faz, acredito eu. Se o sujeito é talentoso e se apaixona por algo que está realizando, as chances do trabalho ser bem feito são grandes, certo? No cinema, acontece o mesmo, porém não é o que parece em Lanterna Verde. Não que eu considere o filme ruim, mas faltou alma à adaptação da história de um dos clássicos heróis da DC Comics. Martin Campbell é um diretor competente, mostrou isso no irrepreensível Cassino Royale, mas aqui parece que comandou a empreitada no piloto automático.
A estória segue o basicão de uma das eras da DC (nerds, me ajudem) em que conta como um piloto fanfarrão mas competente, se torna membro da Tropa dos Lanternas Verdes. Hal Jordan (Ryan Reynolds) recebe a honra de substituir o alienígena Abin Sur (Temuera Morrison) na "Tropa de Elite Sideral" depois que o ET é mortalmente ferido após um combate sinistro contra uma força que canaliza o medo, Parallax. Jordan porém vai ter que enfrentar não só a desconfiança de um dos líderes dos Lanternas, Sinestro (Mark Strong) mas também o surgimento de um vilão terrestre, o cientista Hector Hammond (Peter Sarsgaard) que fica jogando suas "asinhas" para a gostosa Carol Ferris (Blake Lively), chefe de Jordan.
O filme peca exatamente ao mostrar o crescimento e o amadurecimento de Hal Jordan ao receber a incubência de se tornar o primeiro humano a ter um anel verde. Quando a fita poderia fazer a diferença, ela simplesmente decepciona. O "treinamento" de Jordan no planeta Oa não convence e os dois caras que o ajudam na empreitada, Killowong e Tomar-Re são desperdiçados. O arco de desenvolvimento de Jordan com seus dilemas e seu interesse amoroso também não me convenceram. Talvez por culpa do roteiro displicente e genérico. Nem mesmo os alívios cômicos, conseguem arrancar risos na platéia.
Ma isso tudo poderia ter sido amenizado se as cenas de ação tivessem o peso de uma produção do porte, afinal dinheiro não faltou ($200 milhões de orçamento). Porra maluco, o Sinestro me faz um discurso fodástico para a sua Tropa, pega uma meia dúzia de Lanternas para sair na porrada com o Parallax e nas primeiras baixas vemos os caras voltarem com o rabinho entre as pernas? Cadê a fuderosidade dos malucos? Era para ter caído dentro e perdeu-se uma ótima oportunidade de mostrar que o inimigo era sinistrão mas que os guerreiros lutaram com todas as suas forças. Isso faria com que o embate final entre Jordan e o Parallax boladão tivesse um tom mais dramático. Baita desperdício de porradaria de qualidade na tela!! Ryan Reynolds se sai bem, esforçando-se para dar credibilidade à Jordan, porém o texto não ajuda muito. Nem a natural veia cômica do ator foi bem explorada. mesmo assim considero a escolha acertada. A bonita, porém, talentosa como um cone, Blake Lively não convence no interesse amoroso. Peter Sarsgaard talvez é quem tenha no seu personagem o melhor desenvolvimento, mostrando uma atuação eficiente.
Pode parecer que o filme é uma bomba, mas não chega a tanto. Ele tem seus bons momentos como a recriação do planeta Oa, as boas cenas no espaço e os efeitos eficientes. Os construtos são bem inspirados, mostrando que o filme e o personagem tem um potencial enorme (ou pelo menos tinha).Talvez ele funcione bem e cumpra o seu papel como um filme de origem e apresentação do personagem, mas da forma que a Marvel está sendo bem sucedida na transposição para a tela dos seus heróis, não custava nada a Warner ter caprichado um pouco mais e começar a bater de frente com a rival. Foi muita transpiração e pouca inspiração.
Nota: 6/10
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Editores e Podcasters: Julio Affonso, Marlon Braga - Podcaster: Flavio Leal