Especial Super 8
Julio Affonso / Sáb, 20 de Agosto de 2011 11:13

 

O
 Rio de Janeiro ganhou no final de Julho a sua primeira sala com o certificado IMAX, localizada no complexo de Cinemas UCI, no Shopping New York City Center, na Barra da Tijuca. A sala é a terceira do país e foi inaugurada com o último capítulo da saga Harry Potter. Como não conseguimos assistir ao filme do bruxo na nova sala, resolvemos conferir a mais nova produção de Steven Spielberge e dirigido por J.J. Abrams, Super 8 que entrou em cartaz semana passada. Esta será uma resenha diferente pois a ocasião merecia um grande destaque.

 

 
O Filme
 

 

Filme: Super 8 (EUA, 2011, 112min.)

Elenco: Joel Courtney, Elle Fanning, Kyle Chandler, Riley Griffiths

Direção: J. J. Abrams

 

A
 galera que cresceu assistindo a filmes do final da década de 70 e início da de 80 considera esse período um dos mais legais da história do cinema. Vimos surgir uma geração de cineastas talentosos que fizeram platéias do mundo inteiro se encantar com a verdadeira magia do cinema. Muitos podem não concordar, principalmente as gerações anteriores ou posteriores, afinal cada um puxa a "sardinha" para o seu lado: "Ahh os filmes da minha geração é que foram os melhores". Mas isso tudo vem comprovar uma coisa: A nostalgia é um dos sentimentos mais bacanas e o cinema muitas vezes faz essa ponte com o passado. Nos últimos anos esse conceito nostálgico tem crescido muito nas produções cinematográficas. Muitas franquias foram revisitadas, muitos filmes sofreram refilmagens. Falta de inspiração dos produtores atuais? Talvez, mas fica a sensação de que a desculpa para isso é "fazer as pessoas reviverem sentimentos do passado". A Nostalgia no cinema, portanto, pode ser um terreno perigoso, o que não é o caso, felizmente, de Super 8.

A trama acompanha um grupo de garotos de uma cidade do interior dos EUA, Lilian. No centro da molecada está Joe Lamb (o novato Joel Courtney) um adolescente que acaba de perder a mãe num terrível acidente e agora precisa seguir a vida com o pai, Jackson Lamb (Kyle Chandler) o Xerife da cidade. Ele encontra uma forma de superar suas tristezas ao se juntar à seus amigos para rodar um filme amador, usando uma câmera Super 8, muito popular na época. Durante as filmagens de uma cena importante da empreitada, rodada numa pequena estação de trem, um acidente ferroviário sinistro acontece e Joe presencia um evento extraordinário que aos poucos muda a rotina da pacata cidade. Mas o que ele e seus amigos não esperavam é que durante o acidente, a pequena filmadora continuou gravando tudo o que poderia ajudar a desvendar todo o mistério.

 

 

O diretor J. J. Abrams também é da geração que curtiu o período em que grandes diretores como Steven Spielberg despontaram com filmes que iam marcar época. Imagina você, fã do velho Spielberg ingressar no ramo cinematográfico e mais tarde ter a chance de realizar um filme sob a produção do seu "mestre". Seria phodástico não? É exatamente o que acontece aqui e Abrams não só tem a oportuninidade de trabalhar com seu ídolo com também prestar um verdadeiro tributo a Stevie.

A galera vai ter orgasmos múltipos ao ver as várias referências do filme. De Contatos Imediatos do 3º Grau temos o mistério envolvendo seres de outro planeta e conspirações militares. Joe Lamb remete diretamente ao Elliot de E.T. O Extraterrestre, com sua coragem mas um pouco menos ingênuo que o moleque da fita de 82. Aliás, a pequena cidade de Lilian também lembra muito à do filme E.T., tendo a sua rotina alterada pelos acontecimentos. O núcleo de amigos lembra muito outra produção de Spielberg: Os Goonies. Temos Charles (Ryan Griffiths) fazendo o gordinho engraçado e o diretor do filme de zumbis que a molecada faz durante a trama. Temos ainda o impagável diretor de "efeitos especiais" Cary (Ryan Lee), com algumas das cenas mais engraçadas. Juntamente com Martin (Gabriel Basso) eles formam o alicerce em que o filme se apóia, mostrando que Abrams também tem muita competência na escolha de elenco. Talvez o melhor de todos seja a adorável menina Alice Dainard (Elle Fanning, irmã da igualmente talentosa Dakota Fannig) interesse amoroso de Joe e fazendo algumas das cenas mais legais dos últimos tempos, com uma historinha de amor inocente que há muito tempo não se via nos cinemas. Quase chorei ahahah!

 

 

Mesmo "brincando" de ser Spielberg, não tem como negar o talento de Abrams na direção, dando um toque retrô em algumas cenas e paisagens de Lilian. Acertada também é a decisão de não revelar o vilão de uma vez, mantendo o mistério e a espectativa durante quase todo o filme. O roteiro é sólido, deixando pistas ao longo do caminho, ao mesmo tempo em que os garotos vão desvendando a parada. O clima de urgência vai aumentando na mesma proporção dos sustos. É legal ver Abrams se entregando aos vários estilos, ele vai da comédia, passando pelo drama e chegando ao quase terror! Porra, isso é Cinemão! Aliás, o cara mostra que também sabe filmar cenas de ação espetaculares. O acidente de trem é impressionante, procure uma sala de cinema com um bom sistema de som, pois faz total diferença. Os objetos cênicos também são bem trabalhados, aquele "preste a atenção nisso pois vai ter importância lá na frente", muito utilizado também por Spielberg. Preste a atenção no efeito azulado das luzes! Outra coisa que funciona bem bagarai é a trilha sonora de Michael Giacchino, dando emoção nos momentos certos do filme embora não chega a ser uma obra marcante como as músicas de John Williams.

 

 

Para os mais novos é uma ótima oportunidade para ter um gostinho do que foi essa época áurea onde a paixão pelo cinema era capaz de mexer com o imaginário de multidões. Após resgatar a franquia Star Trek com um belíssimo filme, o diretor mostra que está numa grande fase e que podemos esperar muito pelas suas próximas produções. Muitos vão o acusar de plágio, exagero, ele é apenas um cara que faz o seu trabalho com paixão e isso torna o filme imperdível para os igualmente apaixonados pela sétima arte, só esperamos que Abrams não queira amadurecer como Spielberg o fez.

 

Nota: 9/10

 

 

 

 

 
A Sala 4 IMAX - UCI new York City Center
 

A tecnologia IMAX foi lançada em 1967 por uma empresa Canadense, a IMAX Corporation, que tem a capacidade de mostrar imagens muito maiores e com resolução superior aos projetores de cinema convencionais. Daí o nome Image Maximun, pois as telas tem em média 22 metros de largura por 16,1 m de altura. Em algumas salas como a do LG IMAX Theatre em Sydney, Australia a tela apresenta impressionantes 35,73m x 29,42m, sendo a maior tela IMAX do mundo.

 

 

A Sala 4 do Complexo de Cinemas UCI do New York City Center é a maior do país com 350 lugares. A primeira coisa que chama a atenção obviamente ao entrar é a tela côncava, realmente gigantesca, indo praticamente do chão ao teto e ocupando todo o campo visual. Só se tem realmente a noção do tamanho ao ficar embaixo dela, parece que estamos no pé de um edifício de 5 andares. Outra coisa que impressiona são os enormes caixas de som localizados nos cantos, atrás dos espectadores, fora as potentes caixas DSL-4D Sub-Bass Speakers localizadas atrás da tela que causam deslocamento de ar, fazendo as poltronas tremerem. A potência sonora de uma sala IMAX pode ser até 4 vezes maior que uma sala convencional!

Na cena do acidente de trem, parecia que você estava lá correndo junto com os moleques tentando se salvar das explosões e destruição. Em um determinado momento abaixei a cabeça para escapar de um container que "voou" em direção à platéia. E olha que o filme não é em 3D. As poltronas de couro são confortáveis e recomenda-se ao espectador sentar-se nas fileiras do meio para obter o melhor campo de visão. Dizem que dependendo do filme, algumas pessoas podem sentir vertigens (talvez um certo exagero, pois eu já sofri com o labirinto e não tive nenhuma reação adversa a não ser a cara de bobo que fiquei com a experiência de ver esse filme em IMAX)

 

 

Apesar de ser uma tecnologia bacana, ela ainda não se popularizou, pois o custo de produção de um filme em IMAX é muito alto, as câmeras são muito pesadas e utilizam filmes de 70mm, contra os 35mm de uma produção convencional, sendo complicado fazer tomadas em locação. O primeiro filme a ser feito parcialmente com uma câmera IMAX, foi Batman: O Cavalheiro das Trevas, de 2008. Super 8 não teve cenas gravadas com câmeras em IMAX, mas mesmo assim a experiência é inesquecível.

 


 

Última atualização em Sáb, 20 de Agosto de 2011 19:45

Comentários  

 
0 #3 RAQUEL XAVIER 04-12-2011 12:22
:o POCHA EU QUERO ASSISTIR E TAMBEM NAO ACHO!!
Citar
 
 
0 #2 Flávio Leal 08-09-2011 22:19
Citando biah:
:o Dhããã.Eu quero assisti o FILME, to prucurano em toda web e num acho NADAAA!!!!!!!!!

Coé, Biah!
Não vá querer baixar pra ver no celular, hein! Ouvi dizer q estao fazendo isso aos montes!
Citar
 
 
0 #1 biah 03-09-2011 18:13
:o Dhããã.Eu quero assisti o FILME, to prucurano em toda web e num acho NADAAA!!!!!!!!!
Citar
 

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar

Enquete

Qual o Melhor filme da série "Missão Impossível"
 

Últimos Comentários

  • Legal o podcast, galera. No T2 , o ultimo tiro que o T 1000 leva do Terminator é de um lança granada... Mais...
  • Onde está DNS, leia DNA eheheh Mais...
  • Ridley Scott teria dito que não é um prelúdio de Alien, mas ora, tudo no trailer remete ao Alien, in... Mais...
  • :o POCHA EU QUERO ASSISTIR E TAMBEM NAO ACHO!! Mais...
  • Me parece muito semelhante a Gattaca, mesmo diretor que recruta grupo de atores jovens promissores p... Mais...
  • Caralho, muito maneiro... ahhaha! Mais...
  • Quem é o antagonista desse filme? E os personagens secúndarios? Mais...
Banner

Login

Mídias SociaisRss e Twitter

Assine nosso feed RSS

Se usa algum leitor RSS, assine nosso feed: aqui


Siga-nos no Twitter

Fique sabendo com antecedência das atualizações de nosso portal através do Twitter: @almadecinema


Página do Facebook

Acesse e acompanhe a nossa nossa fan-page no Facebook

Parceiros

Editores

Editores e Podcasters: Julio Affonso, Marlon Braga - Podcaster: Flavio Leal