| O Preço do Amanhã |
| Sáb, 19 de Novembro de 2011 19:26 |
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Filme: O Preço do Amanhã (In Time, EUA, 2011, 109min) Elenco: Justin Timberlake, Amanda Seyfried, Cillian Murphy, Olivia Wilde
Direção: Andrew Niccol
B oas ideias podem gerar belos filmes se forem produzidos por gente competente. Parece que os estúdios às vezes esquecem, a regra básica que na minha opinião pode ser o divisor de águas entre um bom filme que partiu de uma boa premissa, ou aquele filme que ficou apenas na promessa. O Preço do Amanhã sofre um pouco desse mal, já que tem um diretor habituado com ficções do tipo e um elenco bom e jovem mas que não soube aproveitar o pacote.
A parada é a seguinte, num futuro não muito distante (frase clichê eu sei) a sociedade aprendeu a viver num mundo onde o gene do envelhecimento foi bloqueado. Ou seja, a rapaziada cresce até os 25 anos e depois não envelhece mais. Porém isso tudo tem um preço, ou melhor um tempo, já que para alcançar a juventude eterna todo mundo tem que pagar e a moeda de troca são minutos, horas, dias, meses, anos, etc. É claro que os mais ricos tem mais tempo de vida, podendo viver séculos, enquanto os mais pobres precisam conviver com a necessidade diária de ganhar tempo (literalmente) e numa constante contagem regressiva. Will Sallas (Justin Timberlake) é um jovem da periferia que "ganha na loteria", por assim dizer, ao conseguir de um milionário, todo o tempo do mundo, mas é acusado de assassinato injustamente. Assim, o maluco começa a ser perseguido por Raimond Leon (Cillian Murphy, sempre vilão) e decide ir até os magnatas da sociedade para desafiar a parada. Após sequestrar a filha de um ricaço, Sylvia Weys (Amanda Seyfried), Will parte numa cruzada a la Hobin Hood na tentativa de quebrar o sistema e dar tempo pra todo mundo. Cara, o filme tem até algumas boas sacadas mas creio que perdeu a chance de gerar uma boa discussão a respeito do tema. O maior problema ao meu ver está na motivação do protagonista e consequentemente, a sua jornada como herói. Dá a entender que o cara se rebela pela simples relação genética do pai, que um dia tentou fazer o que ele fez. Isso não ficou muito bem desenvolvido, apesar do esforço de Timberlake, que vem se tornando cada vez mais uma aposta (mais do que justificada) de Hollywood. O restante do elenco até está bem, mas sinceramente o que parecia ser uma boa trama acaba se perdendo e caindo na diversão genérica. Inclusive o clima de urgência, da luta desesperada contra o tempo, também não é bem explorado.
O filme até acerta na produção de uma forma geral e na atemporalidade da trama, além de beber na fonte dos filmes de James Bond, mas acho que um pouco mais de capricho no roteiro poderia ter gerado uma Ficção muito acima da média. Se você não se preoucupa com isso tudo bem, mas cuidado para não perder o seu tempo.
Nota: 6/10
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| Última atualização em Sáb, 19 de Novembro de 2011 19:46 |
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Comentários
Pelo que vc disse as semelhanças param aí. Com Senhor das Armas e Gattaca, o diretor entrou no meu rol de diretores a se manter de olho. Esperava mais desse diretor
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